
Destilai, ó céus, dessas alturas, e as nuvens chovam justiça; abra-se a terra e produza a salvação, e juntamente com ela brote a justiça, eu o SENHOR, as criei. "Isaías. 45.8"
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O "memorial"de Blaise Pascal

sexta-feira, 19 de agosto de 2011
O ENSINO RELIGIOSO NO BRASIL: DA CATEQUIZAÇÃO CATÓLICA AOS DESAFIOS DA PLURALIDADE RELIGIOSA
Fanuel Santos[1]
Pedro Augusto Furasté[2]
Faculdade Salesiana Dom Bosco. E-mail: fsdb.edu.br
INTRODUÇÃO
O estudo sobre o ensino religioso no Brasil é algo complexo e desafiador, quer seja pelas dimensões continentais do Brasil, quer seja pela a heterogeneidade religiosa do povo tupiniquim. Entretanto nos últimos anos o ER (ensino religioso) tem sido alvo de constantes debates em vários níveis da sociedade, mormente pela a laicidade do estado e pelo aumento vertiginoso de grupos religiosos que se reinventam constantemente,O presente artigo fará uma abordagem do ensino religioso antes e depois da promulgação da lei de diretrizes e bases, quando o ensino religioso ganha status de disciplina com horários e normas estabelecidas, e abrira a discussão sobre a valorização da pluralidade religiosa na construção de uma sociedade mais e humana e fraterna. Longe de defender uma bandeira confessional em sala de aula, acreditamos na validade e eficácia da educação religiosa como forma de construir um conhecimento humano integral não fragmentado em quirelas reducionistas, como fora comum no auge do iluminismo.
PALAVRAS – CHAVES. Ensino Religioso, Educação, complexidade, pluralismo religioso.
METODOLOGIA
As diretrizes metodológicas na redação do Artigo foram orientadas por técnicas adequadas ao caráter cientifico da pesquisa, publicações, jornais, revistas, livro e internet. Os dados coletados foram submetidos ao método dedutivo, para formulação dos argumentos e de conclusões mais abrangentes a partir do tema delimitado. O trabalho fora submetido à revisão e sugestões do professor-orientador, sendo então realizado as correções necessárias a redação final do texto.
Analise dos Resultados
Não existe uma normatização para formação docente em Ensino Religioso, embora o mesmo seja considerado uma área do conhecimento escolar, ficando não mais a mercê de resoluções eclesiais como assegura a nova LDB. O ensino religioso esta assegurado por lei de forma laica em seus parâmetros legais, ficando vedado as práticas proselitistas em salas de aula. O ensino religioso atualmente é obrigatório para as escolas, mas facultativos para os alunos, e deve respeitar a diversidade cultural e religiosa da população brasileira, e abrindo espaço para o diálogo para sociedade civil.
Considerações Finais.
Apesar dos impasses e da falta de uma normatização para formação docente, que tanto atormenta os militantes no ensino religioso; acreditamos que o ER é viável na sociedade contemporânea altamente em transformação. A escola não pode se privar de falar sobre a religiosidade sadia, assim como enfatizar o direito inalienável de cada aluno em levantar a bandeira da sua confissão religiosa. O Ensino Religioso não tem a intenção de ensinar uma religião especifica, e nem promover debates entre formas de vivenciar a religiosidade, sua intenção é agregar saberes sobre todas as confissões religiosas, destacando os valores universais e éticos que subjazem em todas as religiões
Referências
BRANDENBURG, Laude Erandi. Epistemologia do Ensino religioso e a prática escolar. São Leopoldo. Editora EST, 2010.
CASSEB, Samir Araújo. Ensino Religioso: Legislação e seus Desdobramentos nas Salas de Aula do Brasil. Fórum mundial de teologia e libertação. Belém. 2009.
PASSOS, João Décio. Ensino Religioso: construção de uma proposta. São Paulo: Paulinas, 2007
KLEIN, Remí. Curso de extensão em ensino religioso. Fundamentos históricos e legais do ensino religioso. São Leopoldo. Editora EST, 2010.
SANCHEZ, Wagner Lopes. Pluralismo Religioso: as religiões no mundo atual. São Paulo: Paulinas, 2005.
domingo, 31 de julho de 2011
Cordel do Crente.

De férias em Fortaleza em visita ao mercado central, tive contato com a literatura de cordel, um poema popular que relata vários aspectos da vida e sabedoria dos nordestinos, em grande maioria do sertanejo que para sobreviver as desditas da vida; valem-se de várias peripécias cômicas e trágicas. Então senti me desafiado a compor um texto em forma de cordel. veja-o na integra.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Só porque sabe que eu sou crente.

Só porque você sabe que eu sou cristão
Que vou sempre à igreja
Não precisa me olhar desse jeito
Eu nem perguntei sua religião, não me interessa
Seja ela qual for eu te respeito
Igualzinho a você eu acordo de manhã
Pego um trem lotado e às vezes vou na van
Gosto de guaraná, de pipoca, gosto de maçã
E quando eu me machuco eu uso Cataflan
O que eu quero é também o que você quer
Amor e um bom emprego
Fazer um churrasco pra juntar minha galera
No fim de semana me divertir, dar muita risada
Ter uma conversa boa, calma e sincera
Se você ficar blue e quiser chorar
Te dou meu abraço
Vou te dar uma bíblia e só peço que você leia, leia,
leia
Você vai perceber entre você e eu
Muita coisa em comum
Eu só não suporto o que vem do meia, meia, meia.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Amigos..

Amigos são jóias outorgadas por Deus para minimizar as agruras da vida, e quando passamos tempo sem vê-los anseiamos por um momento de estarmos ao seu lado; agora sei porque JESUS chamou os seus Talmidin de amigos (Filos). De férias em fortaleza, a terra do sol inebriado por tantas belezas como diz a minha esposa “Fascinado pelo rasto do SAGRADO”, havido por ver praias, monumentos históricos, a minha manhã despertou de forma diferente, eu iria ver um velho amigo de seminário companheiro de reflexões em noites insones regados a esfirra de frango. O lugar mais do que apropriado, uma livraria fantástica com um excelente café e pão de queijo, nada comparado com os tempos em comiamos em uma modesta padaria nos subúrbios de Pindamonhangaba, e sonhávamos em ser alguém. Olhando para o meu amigo notei que o tempo muda as nossas feições mais nunca as nossas afeições. Coube a providência me presentear de um momento único, ao saber que o novo amigo Wallison seria Pai. “Filhos são heranças do Senhor...feliz o homem que enche deles a sua aljava” Assim é a vida, amigos que revemos, amigos que conhecemos e a vida que se renova em uma criança que vem ao mundo trazendo a alegria e mostrando que o criador não desiste de nós. Parabéns para o novo Papai.
Fortaleza, inverno de 2011.
Pr. Fanuel Santos.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sobre pastores e lobos

Pastores e lobos tem algo em comum: ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. No entanto, não é difícil distinguir entre
um e outro. Veja:
Pastores buscam o bem das ovelhas, lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores vivem à sombra da cruz, lobos vivem à sombra de holofotes.
Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos.
Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos, lobos têm admiradores.
Pastores vivem de salários, lobos enriquecem.
Pastores vivem para suas ovelhas, lobos se abastecem das ovelhas.
Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmos e para a igreja deles.
Pastores são pessoas humanas reais, lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Pastores são simples e comuns, lobos são vaidosos e especiais.
Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais.
Pastores são transparentes, lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades, lobos dirigem igrejas-empresas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se autopromovem.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores constroem vínculos de amizade, lobos aprisionam em vínculos de dependência.
sábado, 25 de junho de 2011
A sacralidade do lúdico.

Seu nome é Maria Eduarda Santos, chamada pelos amigos e familiares carinhosamente de Duda; ela tem cinco anos. Seus pais freqüentam uma igreja da Assembléia de Deus na cidade de Manaus. Como qualquer criança dessa idade é tagarela e tem uma capacidade enorme de perder a concentração nas respostas. Perguntei a ela quem era Deus, ela responde que Deus era o papai do céu. Tudo bem! Perguntei quem foi que disse para ela que papai do céu existia. Duda diz que foi a sua mamãe e o seu papai que disseram para ela. –“Você quer que eu cante a musica do papai do céu?” disse ela com um sorriso no rosto. Respondo:- Sim! Ela canta uma musica aprendida na escola dominical. Duda, diz que papai do céu não gosta de menina mal criada, e nem de menina que assiste desenho de “bicho feio”. Como é o papai do céu Duda?
– Papai do céu é bonzinho, ele gosta de mim, ele também gosta da Alice. (irmã). Pergunto a Duda onde é a casa do papai do céu, ela me diz que ele mora no céu, um lugar muito bonito. Pergunto como é a figura de Deus, ou com ele se parece. Ela diz que é um homem gigante de tez clara, com roupas bem brancas sentando em uma cadeira de ouro que parece com um sabonete, bem lisinho. Não contive as risadas ao ouvir minha nobre entrevistada descrever a “cadeira” de Deus como um sabonete bem lizinho.
O fantástico de tudo isso, é que mesmo pequena Duda já consegue conceber o transcendente, ela me diz que um dia ela ira morar com o papai do céu. Pelo que pude notar a figura de Deus no pequeno mundo de Duda é antropomórfica e antropopática; Deus tem sentimentos, e se entristece com os erros dos humanos e fica com raiva de meninos peraltas.