quinta-feira, 17 de março de 2011

. Resgatando a Imago Dei. (Imagem de Deus).



Texto. Genesis. 1.26.

Introdução.

"Também disse Deus, façamos o homem a nossa imagem, conforme a nossa semelhança"

O homem foi criado por Deus, ele não é fruto do acaso como afirma os evolucionistas, ele não é fruto de uma cadeia de evoluções. Diferente dos animais irracionais, que se comprazem apenas em se alimentarem, os homens têm dentro de si uma necessidade de ter contato genuíno com Deus. O inimigo das nossas almas, por saber disso tenta acabar com o homem e fazendo-o sentir um nada e um ninguém, jogando-o nas sarjetas.

1. O homem é a imagem de Deus criada.

Deus criou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida e ele passou a ser alma vivente. Deus criou homem e mulher à sua imagem e conforme a sua semelhança. Certamente essa semelhança não é física, pois Deus é Espírito. O homem é um ser moral e espiritual. Deus lhe deu uma consciência, uma espécie de tribunal interior, com uma noção inata de certo e errado. O homem é o único ser capaz de relacionar-se com o seu criador de forma inteligente. Somos a obra prima de Deus. Somos a coroa da criação. Nossa origem é divina. Nosso destino é a glória. Fomos criados para glorificar a Deus e gozá-lo para sempre.

2. O homem é a imagem de Deus deformada.

A imagem criada tornou-se imagem deformada pelo pecado. Com a queda de Adão, toda a raça foi mergulhada no pecado. Por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte e a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. O pecado, porém, não destruiu a imagem de Deus no homem, mas deformou-a. Agora, por causa do pecado, os homens não refletem com toda clareza a imagem de Deus. O homem tornou-se praticante do pecado e escravo dele. Seu estado é de depravação total. O homem natural não conhece a Deus, não discerne as coisas de Deus, pois está morto em seus delitos e pecados.

3. O homem é a imagem de Deus restaurada.

O homem não pode salvar nem restaurar a si mesmo, pois está morto em seus delitos e pecados. Mas, Deus não desistiu do homem. Para cumprir um plano eterno e perfeito, Deus enviou seu Filho ao mundo como Salvador do mundo. Agora, todos aqueles que nele crêem são perdoados, justificados e salvos. Por intermédio da obra de Cristo na cruz por nós somos reconciliados com Deus e pela ação do Espírito Santo em nós, a imagem divina é restaurada em nós. O projeto eterno de Deus é transformar-nos à imagem de Cristo. O Espírito Santo, o aplicador da redenção, realiza essa obra e nos transforma de glória em glória na imagem de Cristo, a expressão exata do ser de Deus. A imagem criada por Deus e deformada pelo pecado é restaurada por Cristo pela ação do Espírito Santo. O mesmo Deus que criou o homem à sua imagem e semelhança e não desistiu dele depois da sua trágica queda, está trabalhando para restaurar essa mesma imagem. Pela redenção que temos em Cristo, tornamo-nos membros da família de Deus, sendo adotados como filhos de Deus e seus benditos herdeiros. Podemos erguer nossa voz e gritar: Onde abundou o pecado, superabundou a graça!

4. O ministério celular como agente de resgate da imagem

A mundialmente conhecida parábola do bom samaritano ilustra-nos como o ministério celular pode nos ajudar a resgatar a imagem de Deus no homem. O Texto diz que descia de Jerusalém para Jerico um homem, que caiu nas mãos dos salteadores (inimigo das nossas almas) que bateram fortemente em sua face para desfigurá-lo. Isso nos faz lembrar, o que aconteceu com o homem no Jardim do Edém, Ele cai nas mãos do inimigo. Embora as investidas dos algozes fossem arrebatadoras e impetuosas, elas não conseguiram matar o homem. Assim mesmo acontece na óptica espiritual, a Imagem de Deus no homem fora deformada, mais não apagada; há em seu ser uma vontade de unir-se com Deus e estar ao seu lado. Vejamos com o bom samaritano como resgatar a imagem de Deus no homem.

4.1 Para resgatarmos a Imagem de Deus precisamos passar perto dos feridos. Lc. 10.33a.

Diferentemente dos outros religiosos, que passaram de longe, o bom samaritano encostou perto do moribundo. Para resgatar a imagem de Deus nas vidas, temos encostar se aproximar, fazer amizades.

4.2 Para resgatarmos a Imagem de Deus precisamos ver as pessoas com os olhos de Deus. (Olhos que compadece) Lc. 10.33b.

As pessoas que passaram por aquele homem, olharam para ele na óptica humana, o viram como um miserável que estava tremendamente perdido. O bom samaritano olhou para ele com os olhos de Jesus, que são meigos e que se compadece. Quando olhamos o mundo com os olhos de cristo, tomamos consciência de que nada esta absolutamente perdido.

4.3 Para resgatarmos a Imagem de Deus, precisamos tocar os intocáveis. 34.

Jesus sempre tocou os que estavam à margem da sociedade. Em Mateus 8 conta-nos um relato em que ele tocou um leproso. O bom samaritano, além de se aproximar, olhar e compadecer, ele levou a sua relação a outro nível, o nível do toque. As feridas fétidas e purulentas do moribundo, não o impediram de tocar aquele homem, que por mais ferido que estivesse ainda era a imagem de Deus.

4.3.1. Quando tocamos as feridas sentimos o mal cheiro que elas exalam.

Será que estamos dispostos, a sentir o cheiro que exala das feridas das pessoas maltratadas por Satanás. Infelizmente muitos, não encostam porque sente nojo dos que ainda não conhecem a Jesus.

4.4. Para resgatarmos a Imagem de Deus no homem, precisamos ter óleo e vinho.

Quando a palavra de Deus fala de óleo, ela faz uma alusão ao Espírito Santo. Nos tempos bíblicos, o óleo tinha uma função terapêutica. Quando encontramos um moribundo, devemos ter conosco o Espírito Santo. O vinho por sua vez, fala de Alegria, de esperança; de que nada esta perdido e que podemos sonhar com dias melhores. O vinho possuía o efeito de amenizar as dores do enfermo, assim deve ser a nossa palavra, ela tem que amenizar corações sofrem.

4.4 Para resgatarmos a Imagem de Deus no homem, precisamos abrir mão de nos mesmo. (Renuncia)

O bom samaritano abriu mão de algo que lhe era peculiar, a saber, o seu animal de montaria. E abriu mão dos seus bens, 2 denários. Infelizmente como lideres falamos em ganhar multidões para cristo, todavia não temos disponibilidade para abrir mão das nossas ilhas de conforto e segurança, priorizamos o nosso conforto e esquecemos dos moribundos. Falo sem medo de errar, se esse fato tivesse acontecido com alguns lideres dos nossos tempos, eles teriam tomado os bens do moribundo, e não tinha ajudado o homem a se reerguer. Que Deus em sua infinita graça nos ajude a rompermos o nosso “eu” e nos entregarmos completamente no resgate da imagem de Deus.

Conclusão.

Quando olhares para uma pessoa, por mais que ela se parece perdida, falida e aparentemente condenada ao inferno. Não se esqueça, que ela caio nas mãos de salteadores, verdugos inclementes e tudo que precisa é terem a imagem de Deus, resgatada.


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O INIMIGO SEMPRE FOI OUTRO.


Ontem à noite muito bem acompanhado pele minha esposa, fomos ver a produção brasileira Tropa de Elite II. O INIMIGO AGORA É OUTRO. Wagner Moura na pele do ‘neurótico’ capitão nascimento mais uma vez mostrou porque é louvado como um dos melhores atores da nova geração. No primeiro filme, Nascimento e companheiros radicalizam contra os bandidos do Rio de Janeiro; culpavam mauricinhos e patricinhas universitárias que enriqueciam traficantes no morro. No segundo filme, Nascimento descobre que o buraco é muito mais embaixo, e muito mais sujo do que ele imaginava, ao acabar com os traficantes, ele estava realmente criando o seu maior inimigo, os PM corruptos da corporação e os governantes pilantras que se locupletam com a miséria dos espoliados. O filme faz uma critica a miséria que a nação esta imersa, como diria meu pai. “Se colocarmos sino em pescoço de bandido, ficaríamos surdos de tantas baladas”. As vezes desfruto a sensação do irreversível caos, o niilismo fatídico rouba-me o sono ao ver tanta miséria nos seres humanos. O que fazer chamar o capitão Nascimento para nos proteger? Não ele é apenas Wagner Moura, que também interpretou o bandido Olavo em uma determinada novela, mostrando com isso as ambigüidades dos seres humanos. Bater! Espancar, matar os traficantes! Seria apenas uma cura superficial, o verdadeiro mal se chama pecado, que desde o Éden avassala os seres humanos e os subjugam. O inimigo sempre foi outro, e sempre será outro. “Pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade das regiões celestiais. Ef. 6.12.

Fanuel Santos minutos antes de sair para o ensaio do casamento da Cássia.

domingo, 28 de novembro de 2010

Fim do Casseta e planeta!!


Não poderia deixar de registrar minha alegria em saber que esse 'lixo' vai sair do ar.


A globo publicou no seu portal que dia 21 de dezembro do corrente ano será o ultimo


episódio. para mim a frase seus Problemas acabaram nunca fizeram tanto sentido.


hahahahahah.... E !quando será a vez do Fautão, e do Zorra total



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SATISFAÇÃO INTERIOR Aprendi a estar contente Filipenses 4




Ansiedade é ocupar-se com o que não está sob controle. Somos ansiosos porque desconfiamos de quem acreditamos ser responsável por nossa sobrevivência. Desconfiamos de Deus e de seu caráter. Desde nossa infância desconfiamos, proporcionalmente aos traumas que vivemos, das pessoas que deveriam nos proteger. E desconfiamos de nossa própria capacidade.

Somos ansiosos porque confundimos necessidades com desejos. Tratamos nossos desejos como se fossem nossas necessidades básicas, projetamos, lutamos, sofremos por realidades que não são necessárias.

E ainda, nossa ansiedade se deve à nossa insatisfação crônica. Não estamos contentes com nada. Quando conquistamos o que desejávamos, pensamos ser pouco e passamos a desejar mais.

A energia que dispensamos com os temores causados pela desconfiança pode ser canalizada em oração, por tudo, em cada momento, a cada ansiedade. Dá o mesmo trabalho orar e preocupar-se, mas o resultado é bem diferente.

A ocupação ansiosa com o que não está em nosso controle, com o que não existe, com o que é apenas projeção, pode ser substituída por uma experiência consciente de contentamento com o momento, com a fase da vida. Se não houver satisfação interior, nenhuma mudança externa satisfará de verdade o ser.

©2010 Alexandre Robles

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Leitura popular das Escrituras..


A leitura popular da Bíblia tem como chave hermenêutica as realidades enfrentadas pelos oprimidos em busca de libertação; e tem suas origens históricas e teológicas que remontam ao cristianismo primevo. Seguindo o exemplo do Cristo homens como João Crisóstomos, Basílio de Cesárea, Gregório Nanzianzeno, fizeram leituras que privilegiavam os espoliados contra os poderosos da época. Na idade média muitos movimentos se apropriaram dessa leitura, sendo perseguidos e condenados como hereges. Os reformadores também estavam cônscios do poder libertador que o texto possuía para vida dos despossuídos e marginalizados pela tirania do sistema político e religioso; por isso mesmo colocaram a Bíblia na mão do leigo. Na America em solidariedade com as causas indígenas Pe. Antonio de Montesinos e Frei Bartolomé de Las casas, liam a Bíblia a partir da realidade dos índios.

Teologicamente poderíamos justificar a leitura popular valendo de um dos atributos de Deus que é liberdade, ou seja, autonomia para fazer o que lhe apraz orientando os fieis na caminhada da fé diante dos seus problemas reais; e também temos a companhia do Paraclitos que sopra no texto o vento revigorante que tira todo decrepitude e reverbera na vida do fiel que por sua vez atualiza o texto a sua vida.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Monoteismo


O monoteísmo hebraico caracteriza-se pela afirmação da existência de um só Deus. Sua oficialidade doutrinaria embasa-se em algumas expressões de fé, e São elas:

1-Somente Yahveh é Deus. Esta afirmação tem sua expressão marcante no famoso shema Yisrael em Dt 6,4. Ali se afirma textualmente: “Ouvé, ó Israel,Yahveh é nosso Deus, Yahveh é um”. A formulação é um credo de fé. É marcante para a consciência hebraica da adoração exclusiva a um só Deus.

2- O culto deve ser anicônico. Dizer isso significa que as práticas religiosas ou cúlticas devem acontecer sem recurso a qualquer tipo de imagens representativas de Deus. A proibição do uso de imagens acontece ao longo do conjunto dos textos da Bíblia hebraica como elemento religioso e identitário marcante da cultura hebraica.

3- Fé em Deus e ética no cotidiano. A reverência ao Deus Yahveh deve ser acompanhada por práticas eticamente regradas, substanciadas em mandamentos e leis. A dimensão ética da pertença à comunidade dos fiéis a Yahveh tem sua expressão no conjunto de leis, normas e orientações condensadas na Torá, isto é, na primeira parte da Bíblia hebraica. Por isso se fala também de ‘monoteísmo ético’.

O monoteísmo hebraico, embora seja a fé de um povo não surgiu de forma isolada e a-historica a partir do deposito de uma única cultura semítica. Sua formação se deu em dialogo com outras culturas e expressões de fé dos povos vizinhos; portanto o monoteísmo hebreu é uma síntese teológico-cultural produzida pelo povo do antigo Israel ao longo de vários séculos.

A adoração a uma única divindade fora um processo de discernimento e construção de um ideário e sua gradual inserção no imaginário coletivo do povo hebreu. Nos momentos inicias do povo hebreu havia uma pluralismo religioso, atestado pela existência de um panteão de deuses cananeus e Yahveh divindade que viria a ser própria dos hebreus, amalgamou-se com os atributos dos deus cananeu EL. Formas itinerantes e diversidade de culto eram marcantes neste período. A ‘arca da aliança’, mencionada em vários textos relativos a este período, é símbolo desta itinerância. No reinado de Davi, quando a arca é levada para a Jebus o culto a Javé torna-se culto oficial do estado, surgindo a idéia do Deus-rei, decantado em vários salmos. Com os cismas políticos e a descentralização do poder político de Jebus, os hebreus experimentaram outras divindades, ou até mesmo desenvolveram outras formas de cultuar a Yahveh, como é o caso da adoração ao deus Baal nas eiras e nas praças, denunciado pelos profetas como prostituição religiosa e como idolatria.

Nas reformas religiosos propostas por Ezequias e por Josias uma busca por um monoteismo nacional fora propugnada, toda forma de adoração a Yahveh desconectada de Jerusalém era anátema vários lugares de adoração foram destruídos.

Todavia, o amadurecimento e uma consolidação do monoteísmo hebraico se dá durante os séculos VI e V a.C., entre os anos de 597 e 538, no período do exílio. Neste período do chamado‘cativeiro babilônico’, parte do povo hebreu se viu confrontada através da convivência direta, com a cultura e as idéias religiosas dos povos mesopotâmicos, especialmente dos babilônios. Nessa dialética com as culturas estranhas, houve retroações de adaptações que redundaram em formas sincréticas de adoração, embora sobre a perspectiva hebraica. A manutenção e a afirmação da fé em Yahveh se tornaram expressões identitárias durante este tempo. A síntese monoteísta é: “somente Yahveh é Deus, fora dele não há outro deus” (Isaías 44,6)14. Aqui se está no nível de um ‘monoteísmo universal’, ainda que o termo ‘universal’ deva ser entendido em proporções muito mais reduzidas do que a compreensão contemporânea.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O tabuleiro


No meio da partida, olhando para o tabuleiro de xadrez, minha esposa diz: “Esse jogo imita a vida!” Eufórico com as minhas jogadas não me ative ao tirocínio daquela reflexão. Oba! Cheque mate! Passado alguns dias peguei uma antiga agenda dos tempos de seminário, quando fazíamos teologia para “mudar o mundo”, a saudade dos verdadeiros amigos avassalava, me deparei com uma frase de um celebre pensador evangélico: ”Somos pedras moveis no tabuleiro da providencia.”

Se a vida é um jogo, e nesse caso de xadrez, então cada ser humano é uma peça desse tabuleiro. Alguns são torres, bispos (agora esta na moda hein!) “cavalos” e outros realeza e peões.

Os peões estão fadados a andarem para frente, e serem mortos por um sistema que o oprime. Sua morte é um mal necessário para adubar o terreno neoliberal, seu sangue engraxa as engrenagens de um sistema que locupleta os mais ricos; e alguns peões são enganados por Bispos inescrupulosos que prometem fazê-los reis e rainhas se eles entrarem na “torre” (igreja) der o que tem; Afinal de contas Uns confiam em carro e outros em “cavalosSalmos. 20.7

No tabuleiro da vida, também existe as rainhas. Suas possibilidades são inúmeras, andam por todos os lados e ameaçam seus inimigos. Sua Majestade o Rei! Todos vivem para guardá-lo, sua perca é inestimável. A realeza é diferente dos peões, não se imiscui com tais seres fétidos e amorfos. Assim mesmo é a vida, alguns têm de mais, outros nada tem. Mais o quando o jogo termina o rei e o peão é guardado na mesma caixa! Que cômico na mesma caixa! Para que tanta pouse se somos todos iguais.