terça-feira, 6 de julho de 2010

Lidando com o não



By Alexandre Robles

Liberdade pessoal é de fato poder dizer não a si mesmo. Não somente dizer não às demandas externas, sobretudo negar-se o impulso de fazer tudo o que vier à mente. Quem não pode dizer não pra si mesmo, é escravo.
A força de nossas convicções e propósitos é medida por nossa capacidade de continuar apesar dos “nãos” que recebemos pelo caminho. Quem desiste fácil, logo nas primeiras rejeições, quem mede o valor do que faz apenas pela aceitação de suas ideias, enfim, quem não prossegue mesmo depois de ouvir “não”, denuncia que seus propósitos não são tão fundamentados e que seu empreendimento não tem tanta importância, porque se o que eu quero fazer na vida, dura apenas até o primeiro “não”, é provável que não valha por uma vida toda.
O “não” é um gatilho de proteção, de liberdade e de prova das intenções
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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Estado mínimo e Educação

Introdução.

Refletir sobre a educação brasileira é uma tarefa hercúlea, seja pela dimensão territorial, seja pela heterogeneidade da nossa nação; adicionam-se a isso o fator complexidade e teremos o quadro real do quão difícil é falar de educação Tupiniquim. Mais certo é que todos têm o inalienável direito de expor suas opiniões, ou pegando a deixa da copa do mundo o seu palpite sobre esse polissêmico assunto, obviamente não com pretensões de exaurir o tema. Nesse artigo discuto de forma resumida o conúbio incestuoso do Estado mínimo e o neoliberalismo e suas relações com a educação.

I

Em termos simples podemos definir Estado mínimo como diminuição da influência estatal em alguns setores da sociedade. Signatários do Estado mínimo propugnam o afastamento do Estado para assim fomentarem a competição entre indivíduos, ao Estado fica relegado a (ínfima?) função de suprir os cidadãos com serviços de policiamento, forças armadas, poderes executivo, legislativo e judiciário etc. Todavia como irmãos xifópagos o estado mínimo não pode ser abordado sem o neoliberalismo econômico, que consiste em transformar tudo em mercadoria, ou seja:

O neoliberalismo o reforça, mercantilizando serviços essenciais, como os sistemas de saúde e educação, fornecimento de água e energia, sem poupar os bens simbólicos - a cultura é reduzida a mero entretenimento; a arte passa a valer, não pelo valor estético da obra, mas pela fama do artista; a religião pulverizada em modismos; as singularidades étnicas encaradas como folclore; o controle da dieta alimentar; a manipulação de desejos inconfessáveis; as relações afetivas condicionadas pela glamorização das formas; a busca do elixir da eterna juventude e da imortalidade através de sofisticados recursos tecnocientíficos que prometem saúde perene e beleza exuberante. (Frei Beto. Palestra proferida aos graduandos de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo. 2007)

A educação superior brasileira não ficou imune aos ditames do neoliberalismo, passou ser concebida não mais como um direito público, do qual todos os cidadãos podem usufruir, mais sim como mercadoria que alguns privilegiados podem comprar. Com a desregularização do mercado multiplica-se de forma célere o número de IES privadas vendendo suas mercadorias de formas mais atrativas possíveis. Com isso vemos a massificação de diplomas universitários, e a desvalorização desses mesmos diplomas, desencadeando uma busca frenética por títulos de mestrado e doutorado.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Evangelização

A Igreja não é o reino de Deus, mas expressão, vanguarda, antecipação e sinal desse mesmo reino. Nem todos os que nela visivelmente estão, de fato são; nem todos os que dela são, visivelmente estão. Nela encontramos diversos dons, vocações e níveis de maturidade.

O Brasil tem sido um país de ‘donos’. O nosso legado é religioso, mas de uma religiosidade superficial e de conteúdo ético débil. Os cristãos, espalhados pelas várias classes sociais, vamos reproduzindo a ideologia, os interesses e os discursos das nossas respectivas classes. Não percebemos que o compromisso com o reino de Deus nos chama para a denúncia, a pronúncia, a proposta e a ação.

Entre as nações e dentro das nações o conceito de justiça social é considerado uma aberração. A competitividade pressupõe o individualismo e a solidariedade é algo contraproducente. O mundo ‘normal’ requer a luta de todos contra todos, com a sobrevivência dos mais fortes. O lema da nossa época parece ser: ‘Cada um por si e o diabo por alguns’.

A ação iluminada pela adoração e pela reflexão nos dará melhores condições para ver, julgar e agir, sem sacralizarmos sistemas ou épocas, mas sendo sal e luz, a partir de um eterno que tenha sempre o frescor da atualidade.”

quinta-feira, 20 de maio de 2010



O homem diz-se, é naturalmente um ser inquiridor, único na diversidade e diverso na unidade, sua vida não é uma questão de definições, suas emoções influem categoricamente no seu comportamento e na sua linguagem. Pois bem, começamos a aula discutindo tais premissas, as emoções influenciam na linguagem? E a linguagem? Tem algo a acrescentar nas emoções?
O mestre Luiz Ricardo pergunta a alguns alunos relatos sobre de como e quando as emoções influenciaram negativa e positivamente em suas práxis acadêmicas e pessoais. Pelos relatos dos colegas, mormente o da Maria do Socorro notei que muito alem de sermos seres racionais, somos seres emotivos e simbólicos; voltando a ‘milenar’ conversa sobre teoria e pratica. Gostei da observação feita pelo aluno Moises, sobre a necessidade de sermos professores pesquisadores, e não apenas meros receptáculos e consumidores de informações, quase sempre nos portando acriticamente frente às mazelas da sociedade. Urge que os docentes se posicionem criticamente, não apenas uma critica pela critica, pois tal procedimento é inócuo e deve ser relegada a obsolescência.
Faço coro com os teóricos da complexidade sobre os auspícios do Edagar Morrin, ao afirmar que a realidade é formada por um cipoal de heterogeneidades complexas, partindo dessa premissa discutimos o papel da espiritualidade na educação para formação de um homem integrado. Bom, o tema é polêmico por isso as reações e retroações sobre o assunto fora diversos, há alguns colegas que infelizmente ainda confundem espiritualidade com o fundamentalismo estadunidense. Uma educação que pretere esse lado humano (a saber, a espiritualidade) que teima em existir mesmo depois de todos os prognósticos dos pensadores iluministas, esta subdesenvolvida e formando seres subdesenvolvidos.
Após uma pequena pausa para um intervalo, recomeçamos as discussões sobre nossas práxis docentes. O Mestre Luiz fala sobre a necessidade de pensarmos globalmente e agirmos localmente; fora fantástico as conclusões que chegamos, pois pela primeira vez na historia da humanidade os seres humanos podem estar concomitantemente em dois lugares ao mesmo tempo. A observação do Carlão fora uma sumidade, pois essas tecnologias chegam para somar com a educação e não para dividir, elas não são a totalidade do processo educativo. Mediante isso, posso afirmar que a educação flerta com o que há de mais moderno em tecnologia, todavia não pretere o arcaico, e porque não dizer o austero.
Na volta do intervalo do almoço, discutimos a epistemologia, que em termos simples podemos sintetizar como a ciência que estuda os princípios, teorias métodos das ciências. Cativou-me de forma arrebatadora a discussão referente a quais ciências deveriam estudar os fenômenos sociais. Particularmente acho que os fenômenos sociais e responsabilidades de todas as ciências, devemos sacrificar nossas empáfias cientificas no altar do crescimento do humano, afinal dois monólogos não fazem um dialogo.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pós-graduação


A aula do dia 24.04.2010 começa de forma mui agradável e descontraída, de maneira segura e convincente o professor Luiz Ricardo se apresenta individualmente a cada aluno, perguntando aos mesmos seus respectivos nomes. Confesso que a principio estávamos meio tensos perguntando-nos como seria o desenrolar da aula, todavia após as devidas apresentações entre docente e discente toda nebulosidade apreensiva é retirada. Ao som de uma suave musica a sala torna-se leve e convidativa a reflexão; um sorriso no rosto denuncia o espírito fraternal da turma, assim começa a primeira aula de Fundamentos teóricos da educação na Faculdade Salesiana Dom Bosco.
É notório nas faces e frases dos colegas a vontade de assimilar tudo, mormente subsídios para se tornarem pessoas melhores, logo profissionais melhores. O mestre Luiz Ricardo expõe aos alunos suas propostas pedagógicas e avaliativas. Seu método avaliativo consiste em um diário de bordo a ser feito individualmente por cada aluno (motivo que me faz pegar a pena) Nesse diário deverão ser registrado todas as nossas percepções sobre as aulas, seus amores e seus humores.
Já dizia o poeta: “Recorda é viver”, valendo-se dessa máxima o professor convida-nos a fazermos um mergulho nas nossas interioridades, e relatarmos aos nossos colegas alguma musica que de certo modo marcara as nossas vidas, não é sem razão que o Roberto Carlos ainda é “Rei”, suas musicas marcaram a grande maioria que expressaram suas experiências, valendo-nos do método indutivo podemos dizer que 70% dos relatos de vida eram embalados pelas musicas do Roberto.
Após um curto intervalo começamos a trabalhar o texto A RAZÃO E A FORMAÇÃO DO HOMEM INTEGRADO E A CRISE DE PARADIGMAS. O texto remete-nos a uma viagem antropológica, creio que podemos dizer que teológica também, acerca da historia do homem seus erros e acertos seus medos, na tentativa de desvendar os mistérios que subjazem sua existência. Nessa curta abordagem do texto podemos notar como os seres humanos são complexos e de certa maneira ambíguos em suas relações com os seus pares contemporâneos.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ruminações.

Não, a resposta para as nossas inquietações não esta em nos em mesmo, Ela esta em Deus onde
vivemos e nos movemos e existimos. As nossas incociliabilidades e contigências harmonizam-se perfeitamente Nele, onde não duvida nem sombra de variações. Logo não precisamos de auto-ajuda, mas de ajuda do alto. Como uma mariposa que sonha tocar a lua com a trepidar de suas débeis asas, tal qual o homem busca a felicidade por seus propios esforços; uma voz clama por Deus no anfiteatro de suas mentes, assim como o servo brama pelas correntes das aguas. Somos para nos mesmos uma morada, na qual é ruim estar e da qual Não podemos sair.


Nele, que nos transfoma a imagem de seu filho
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Fanuel Santos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Todo padre é Pedófilo?


Nos ultimos dias uma corrente vertiginosa de escandalos de pedofilia envolvendo sacerdotes católicos , tem feito o vaticano corar de vergonha, e os grandes vultos da tradição católica mecherem no túmulo. Percebo que certa emissora de TV passam tais informações com um indisfarçavél prazer, como se todos que fizeram voto de servir a Igreja Católica fossem pederastas inveterados, e eles como guardiões da “Luz” tem a nobre missão de reveler tais pecados, infelizmente o dono de tal emissora não passa no crivo da inviolabilidade de carácter. Pois bem, afirmamos que nem todo pastor é ladrão, então devemos convir que nem todo padre é pedófilo. Não acho que os evangelicos devam ver isso com bons olhos, como se fossemos imunes a tais pecados e por isso devemos crucificar todos os padres. Em sua missiva aos corintios 10.12 Paulo nos ensina: “Aquele pois que cuida estar de pé, olhe para que não caia. Odeio Pedofilia, mais como cristão devo afirma que o momento é de chorar com os que choram. Deus tenha misericórdia desses infantes que tiveram a inocência castrada em flor; quanto aos monstros em pele de ovelhas, a justiça terrena é apenas uma sinalização do que vira da justiça divina. Como Pastor evangélico, declaro Guerra a tudo que roube a d ignidade inocência das crianças, porque das tais é o reino de Deus. Pedófilia é Crime denuncie!

Rogando a Deus por suas vidas;

Fanuel Santos – Manaus- Am.